Assistir A Luz que Chegou Até Mim foi um soco no estômago. A cena em que Júlia aceita ser adotada sabendo que vai morrer em três dias é de partir o coração. Ela não quer causar dor à família que acabou de encontrar, então carrega esse fardo sozinha. A atuação da protagonista transmite uma tristeza silenciosa que invade a alma.
Que personagem fascinante é Iris Silva! Ela entra em cena como a filha mimada, mas a forma como ela manipula a situação para manter o amor da mãe é genial. Em A Luz que Chegou Até Mim, ela não é apenas má, ela é humana e cheia de medos. O momento em que ela exige que o irmão jure lealdade mostra o quanto ela teme ser substituída. Uma antagonista complexa!
A mãe quer adotar Júlia por gratidão, sem saber que ela é a filha perdida há vinte anos. E Júlia, ao ouvir isso, decide não revelar a verdade para proteger a felicidade de Iris. Essa camada de sacrifício em A Luz que Chegou Até Mim eleva o drama a outro nível. É doloroso ver a protagonista abrir mão do próprio sangue para não destruir a família que tanto desejou.
O irmão de Iris é tão condescendente com Júlia que chega a ser irritante. Oferecer mesada como se ela fosse uma pedinte mostra o quanto ele subestima a dignidade dela. Em A Luz que Chegou Até Mim, ele representa a cegueira emocional de quem tem tudo, mas não vê o valor das pessoas. A cena do corredor, onde ele protege a mãe da verdade, é tensa.
A contagem regressiva finalizou meu coração. Júlia dizendo 'daqui a três dias, eu vou morrer' com um sorriso triste foi o clímax perfeito. Em A Luz que Chegou Até Mim, a proximidade da morte contrasta com a frieza da família rica. Ela só queria cuidar da avó, mas o destino lhe deu uma família que não a reconhece. Trágico e belo.