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A Verdade por Trás do Sono Episódio 6

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A Verdade por Trás do Sono

Lua Oliveira, órfã adotada pelos Oliveira, tinha três irmãos que a amavam até a verdadeira filha Sofia voltar. Rejeitada, ela entra no 'Projeto Sono da Lua' de Roberto: 30 anos de sono para pagar sua dívida, doando córneas ao irmão cego Rafael. Ao acordar sem memórias, descobre que os irmãos envelheceram arrependidos.
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Crítica do episódio

O quarto que nunca foi meu

A cena em que Aninha descobre seu quarto revirado é de partir o coração. A frieza dos irmãos ao justificar a invasão em nome da saúde de Estela mostra uma hierarquia familiar tóxica. Em A Verdade por Trás do Sono, a dor da protagonista é palpável quando ela percebe que, para eles, ela é apenas um obstáculo. A atuação transmite uma resignação triste que prende a gente na tela.

Memórias de uma infância roubada

O contraste entre o quarto luxuoso preparado para a pequena Aninha no passado e o quarto escuro e vazio do presente é brutal. Ver os irmãos mimando a criança enquanto ignoram a dor da adulta revela a hipocrisia deles. A Verdade por Trás do Sono acerta em cheio ao usar essa retrospectiva para mostrar que o amor deles sempre teve condições. É impossível não sentir raiva dessa injustiça.

A hipocrisia de Estela

Estela chega fingindo ser frágil e doente, mas sua postura ao dizer que não gosta que toquem nas coisas dela mostra uma arrogância disfarçada. Ela sabe exatamente o poder que tem sobre os irmãos. A forma como ela menospreza Aninha, chamando-a de filha adotiva que não pode brigar, é o ponto alto da tensão. Em A Verdade por Trás do Sono, a vilania sutil dela é mais irritante que gritos.

Lucas e a cegueira voluntária

Lucas diz que Estela sofreu muito sozinha, usando isso como desculpa para validar qualquer absurdo que ela faça. Ele ignora completamente que Aninha também viveu naquela casa e tem direitos. A fala dele sobre ceder o quarto é tão injusta que chega a ser ofensiva. A Verdade por Trás do Sono constrói bem esse triângulo onde a verdade da protagonista é sempre silenciada pela narrativa de vítima da outra.

O simbolismo da mala azul

Aninha segurando aquela mala azul como se fosse sua única âncora é um detalhe visual poderoso. Ela está sendo despejada da própria vida, literalmente. Quando a tia Rosa diz que o quarto de hóspedes tem baratas, a humilhação atinge o pico. A produção de A Verdade por Trás do Sono capta bem essa atmosfera de opressão doméstica onde a protagonista é tratada como intrusa.

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