Ela não diz uma palavra, mas sua presença domina a cena. De braços cruzados, lábios vermelhos, olhar fixo — ela é a testemunha silenciosa do colapso familiar. Será mãe? Esposa? Advogada? Não importa. Ela sabe o fim dessa história antes mesmo de começar. Em Eu sou a Lua, e Você não Sabe, às vezes o silêncio grita mais alto que qualquer discurso.
Gabriel não usa a bengala para andar — usa para comandar. Cada batida no chão é um aviso. Quando ele se levanta, mesmo sem precisar dela, você sente que ele poderia derrubar todos ali com um gesto. A cena dele rindo enquanto o jovem sofre? Brutal. Em Eu sou a Lua, e Você não Sabe, o poder não pede licença — ele ocupa espaço.
Essa sala não é de reuniões — é de julgamentos. Os sofás são bancos de réu, a mesa de centro é o púlpito do juiz. Gabriel, com seu terno listrado, é o magistrado que já decidiu antes mesmo de ouvir a defesa. E os rapazes? Meros acusados tremendo diante da sentença. Em Eu sou a Lua, e Você não Sabe, justiça tem sobrenome: Costa.
Quando Gabriel começa a rir, você sente um frio na espinha. Não é alegria — é triunfo. É o som de quem venceu uma batalha que nem precisou lutar. O jovem no chão, segurando o pulso, parece entender: não há saída. Em Eu sou a Lua, e Você não Sabe, o riso do pai é o eco do fracasso do filho.
Ele entrou com a pasta azul como se trouxesse soluções. Saiu com ela como se carregasse provas de sua própria derrota. A cor azul, tão calma, contrasta com o caos interno dele. Gabriel nem olhou para a pasta — sabia que não importava. Em Eu sou a Lua, e Você não Sabe, documentos não mudam destinos — decisões sim.