A cena em que Ribeiro Joaquim abraça a protagonista bêbada é de cortar o coração. A forma como ele segura ela, com tanta ternura e paciência, mostra um amor que não exige nada em troca. Em Sou o protagonista, esse momento é o clímax emocional que redefine toda a relação deles. A atuação dos dois é tão natural que esquecemos que estamos assistindo a uma ficção.
Fiquei intrigada com a fala de Ribeiro Joaquim sobre ter 'todo o tempo do mundo'. Será que ele realmente acredita que ela vai esquecer Pires Vítor? Ou será que ele só está sendo gentil para não magoá-la? Em Sou o protagonista, essa ambiguidade é o que torna o personagem tão fascinante. Ele não é um salvador, é alguém que escolhe amar mesmo sem garantias.
A protagonista bebeu só para conseguir perguntar por que foi rejeitada. Isso é tão humano! Às vezes, precisamos de um pouco de álcool para dizer o que está preso na garganta. Em Sou o protagonista, essa cena é um retrato perfeito da vulnerabilidade feminina. Ela não está fraca, está apenas cansada de guardar sentimentos.
O que mais me marcou foi o silêncio entre as falas. Quando ela pergunta 'Por que não estamos dividindo o quarto?', o olhar de Ribeiro Joaquim diz mais do que qualquer palavra. Em Sou o protagonista, esses momentos de pausa são tão bem construídos que você sente o peso das emoções não ditas. É cinema de verdade, feito com sensibilidade.
Todos dizem que ela está bêbada, mas eu acho que ela está apenas apaixonada e confusa. A forma como ela se agarra a Ribeiro Joaquim, como se ele fosse a única coisa real no mundo, mostra que o álcool só amplificou o que já estava lá. Em Sou o protagonista, essa confusão entre embriaguez e amor é o que torna a história tão envolvente.