Que reviravolta! Começa como um casamento frio e calculista, mas a cena do flashback muda tudo. Ver a vulnerabilidade dele naquele momento e a expressão dela agora cria uma camada de complexidade incrível. Por que eles se casaram se há tanta dor no passado? Sou o protagonista acerta em cheio ao não entregar todas as respostas de imediato, nos deixando curiosos para o próximo episódio. A atuação é impecável.
Não precisam de muitas palavras para transmitir a intensidade da relação. O olhar dele enquanto ela guarda o certificado e o momento em que ele segura o braço dela mostram uma posse e um cuidado que contradizem a frieza inicial. A trilha sonora e a iluminação azulada do lado de fora do cartório reforçam essa melancolia moderna. Sou o protagonista tem uma estética visual que prende a atenção do início ao fim.
A transformação do personagem masculino é intrigante. No presente, ele é sofisticado e distante, mas no flashback, vemos um lado mais cru e humano. A cena em que ele digita o número no celular e depois a olha com aquela intensidade sugere que ele nunca superou o que aconteceu. Sou o protagonista explora muito bem a dualidade entre o dever e o desejo, criando um conflito interno fascinante nos personagens.
A cena final dela parada sozinha na chuva, vendo os carros passarem, é de uma tristeza profunda. Ela acabou de se casar, mas parece mais solitária do que nunca. A chegada do outro carro e a expressão dela indicam que a complicação está apenas começando. Sou o protagonista não tem medo de explorar a solidão mesmo em meio a multidões ou compromissos oficiais. É um drama adulto e realista.
Adorei a atenção aos detalhes, como o broche na gravata dele e a bolsa branca dela, que contrastam com a seriedade do momento. O flashback em tons mais quentes e desfocados cria uma nostalgia imediata. A forma como ele a puxa pelo braço mostra que, apesar de todo o tempo passado, ele ainda sente que tem direito sobre ela. Sou o protagonista usa a linguagem visual para contar tanto quanto os diálogos.