O antagonista com óculos dourados é assustadoramente calmo enquanto comete violência. A maneira como ele segura o pescoço dela e sorri mostra uma psicopatia bem construída. A cena em que ele joga o travesseiro é o ápice da crueldade. Sou o protagonista acerta ao criar um vilão tão odiável.
Não há como não sentir raiva ao ver a segunda figura masculina apenas observando tudo calado. A cumplicidade pelo silêncio é tão dolorosa quanto a agressão física. A protagonista está completamente encurralada, e isso gera uma angústia enorme no espectador durante Sou o protagonista.
A transição da confusão inicial para o pânico total e, finalmente, para o choro desesperado foi magistral. Os detalhes faciais, como as lágrimas e a boca tremendo, mostram uma atuação de alto nível. Sou o protagonista nos lembra que o drama humano é a melhor história.
O contraste entre a limpeza branca do hospital e a violência suja que ocorre na cama é muito forte. O ambiente que deveria ser de cura vira um local de tortura psicológica. Essa ironia visual em Sou o protagonista aumenta muito o impacto da cena para quem assiste.
Cada tentativa dela de empurrar o agressor é dolorosa de assistir porque sabemos que é inútil. A diferença de força física é evidente, mas a resistência emocional dela é admirável. Sou o protagonista nos prende nessa luta desigual do início ao fim.